quarta-feira, 5 de novembro de 2008

"Parecia uma princesa: não se importava com o resto do mundo..."

Eu deveria aprender que a vida não acaba junto com aquela taça de martini ou o copo de cerveja.
As coisas nem sempre acontecem do jeito que eu quero, mas eu prefiro brincar de não enxergar essa parte.
Eu ainda sou rainha em alguns lugares, mas talvez chegou a hora de ver que não posso ser princesa sempre. Ou até posso, mas aqui eu escolhi enxergar que não é mais assim, de novo.
Eu não me importo de perder certas mordomias, de jeito algum. Mas não gosto nada de ver costas indo embora, esperar por algo que já não aparece e forçar uma risada que já não existe mais.
Eu não posso me privar de certas emoções só porque me ofendo com certas atitudes. Até porque a maioria merece a alegria e a comemoração.
E eu mereço, eu sempre mereço! Eu sempre quero, eu sempre gosto, eu sempre me surpreendo.
E agora, mais do que nunca, eu deveria aproveitar. Não conseguiria numerar as boas notícias, os melhores acontecimentos e nem as incríveis conquistas.
O que eu sei é que me desaponto aqui, mas ali eu já sou só felicidade.
O problema é que mexe, machuca. E eu preciso acostumar a driblar esse tipo de situação.
Talvez seja a hora de abandonar o meu lugar e deixar pra ser princesa mais tarde.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

After all this time, never thought we'd be here.

Me tira desse sol, me tira desse monte de palavras, monte de vozes e perfumes diferentes.

Eu quero o seu frio. Eu tenho medo do desconhecido e eu quero ficar abraçada com o que eu já conheço, quero aquele beijo que eu realmente sinto falta.

Quero fechar os olhos e saber que, quando abrir, vou viver a nossa vida. Aquela vida de mentirinha que eu sempre quis pra mim, que eu quis pra nós, que você quis pra gente e pra você.

Então eu prefiro fechar os olhos e fazer de conta que o tempo não passou e que nada mudou. Ainda estamos ali, entre as mesmas pessoas, rindo das mesmas coisas e fazendo aqueles planos. Aqueles que ainda não mudaram.

Quero que aquele monte de gente nos veja encostados naquele prédio, olhando a rua, e pense que somos só mais dois - ou mais um -, que somos tão jovens quanto pensávamos ser. Que o futuro daria diversas oportunidades para cada um de nós, mesmo correndo o risco de chegar aqui, onde nós estamos hoje.

Eu não quis assumir e você preferiu ser do mesmo jeito que eu. E de tão iguais, agora vemos que essa sintonia já existia lá, naquela mesa de bar, naquele vento na beira do lago, naquelas dez pessoas que estavam apenas se conhecendo. E de todos, conto nos dedos de uma mão quantos ainda se falam - se um não fosse da família, seriamos só um (ou dois) - e não acredito que isso foi jogado. Alguém ali ganhou destaque, pode ter demorado, mas ganhou. E foi o destaque mais importante.

Tudo ficou tão diferente: as cores, os gostos, as idéias, os trabalhos, os amigos, as pessoas, os cabelos, as viagens, as intensidades. Mas o sorriso é o mesmo, a vontade é a mesma - e os apelidos também.

Eu esperaria a eternidade para encontrar uma sintonia que me deixasse tranquila, que substituísse a calma que eu sinto ao ter certeza de que está tudo bem. Por mais que eu fale que seja loucura, não é.

O Nando Reis diz que "trocaria a eternidade por esta noite". Eu não trocaria por esta, mas, definitivamente, trocaria por alguma noite.

Eu espero.
O tempo que for.
Mais uma vez.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Realização.

No fundo todo mundo quer isso aí. Quer dar certo, quer melhorar, quer acontecer... mais do que atualmente. Isso colocando de lado acomodados, pessimistas, etc.

Quando todo mundo querido começa a crescer um pouco, mesmo que bem devagar, a energia muda completamente. Os tais dos "bons fluídos" parecem dominar qualquer ambiente.

Nos últimos dias/semanas/meses vi pessoas se realizando, vi decepções, vi sorrisos, vi gente aprendendo. Vi muita coisa acontecer e eu aconteci também.

Independente das minhas proteções - precisando ou não -, das coisas que deram errado e daquelas conquistas que a gente não precisa colocar no jornal... a energia permanece. Dela eu jamais abro mão.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

E já foi.

Eu sai de casa achando que ia enlouquecer com tanta coisa para fazer em pouco tempo - além de enlouquecer com o trânsito de São Paulo, claro.

Tudo começou num jantarzinho: yakissoba e vinho branco. Boas conversas e muitas risadas. Programas a toa na TV, só pra ninguém perder o assunto. E perto da uma hora da manhã já era hora de dormir.

Nada de sono, nada de cansaço. O nervoso permanecia. O combinado era acordar às 4h e não houve demora. Uma hora depois a ansiedade já voltava a tomar conta.

E quem consegue descansar numa viagem, sabendo que o destino é o local que mais interessa num futuro não tão distante? Blá, blá, blá... e um café para quebrar o nervosismo - sem sucesso.

Era apenas a primeira, das inúmeras vezes, que passamos na tal avenida. Só trouxe milhares de lembranças, saudades e vontades. Tudo para depois - sabe-se lá quando é isso.

O tal prédio estava lá, como sempre esteve desde que estive por ali pela última vez, desde que estive pela primeira também.

E nunca uma hora demorou tanto. E quando eu já não poderia mais esperar, chegaram os 7 minutos para as 10 horas da manhã.

Aí tudo virou de ponta cabeça e o nervosismo já tinha ficado na Alameda Santos. Corri atrás, gritei, chamei mesmo. "Eu não sei se um dia eu volto" era a única coisa que passava pela minha cabeça.

E não bastava uma... três vezes. "Oi, eu sou a Ana..." e por aí vai.

Tudo fantástico, tudo surpreendente, principalmente o tratamento, a educação, a atenção. Não há palavras.

As pessoas mais incríveis estavam junto. As pessoas mais absurdas estavam pela frente. O meu absurdo é bom, muito bom.

Me desmanchei em sorrisos, em alegria, em felicidade. E era possível enxergar.

E quando tudo acabou... ainda tinha mais uma surpresa. Ainda ali, saindo do prédio da Jovem Pan.

E muito mais aconteceu. Mas quando a gente quer saber como é que tudo acontece, aí não tem jeito, marca. Foram 60 horas de pura intensidade. E é disso que eu entendo, é disso que eu gosto, é assim que eu prefiro.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

I'm sorry for running away like this

Eu ando estranha. Não na rua, de jeito estranho. Mas ultimamente tenho me sentido diferente. Não de um jeito ruim, mas é preciso acostumar.

Tenho vontades estranhas. Sempre.

Nos últimos dias quero abraçar o mundo. Não por querer tudo, mas por ter vontade de abraçar as pessoas. Talvez seja "o mundo" por ter pessoas queridas um pouco (ou muito) longe. O problema é a distância não ser em km apenas.

Talvez por algumas mudanças internas, tenho pensado muito em perdão, em aceitar desculpas. Não me pediram nada disso, mas sinto que hoje seria um dia em que eu aceitaria qualquer tipo de perdão, não ligaria nem que me pisassem no pé machucado.

Não que fazer isso seja estranho, mas tenho considerado as desculpas de cada coisa...